3 romances com roqueiros

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Quem não gosta de um protagonista forte e que carregue uma guitarra por aí? Parece que cada vez mais romances estrelando roqueiros estão surgindo e não é à toa. Os famosos bad boys são um prato cheio para ilustrar o imaginário dos amantes de romances mais quentes, não é mesmo?
Pensando nisso decidi separar três livros (todos são os primeiros volumes de três séries muito boas) para apresentar alguns dos meus roqueiros literários favoritos! Já podem colocar uma playlist bem pauleira (sugiro essa aqui, hehe) e preparar o coração porque vocês vão se encantar por esses homens.
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Preparados? Então confira três romances com roqueiros:

 INTENSO DEMAIS (S.C. Stephens)
Esse é o primeiro volume de uma das minhas trilogias favoritas. Intenso Demais conta a história de Kiera, namorada de Denny. Ela se muda com seu namorado para outra cidade para seguirem seus sonhos, ele num emprego novo, ela numa universidade conceituada. Kellan Kyle é um amigo de Denny que começa a se fazer cada vez mais presente no dia a dia de Kiera e a química entre os dois é inegável. Esse livro contém o triangulo amoroso que mais me tirou do sério e, ao mesmo tempo, me fez devorar as páginas apaixonada pelo romance. É um livro perfeito para quem gosta de um protagonista forte e de um amor inesquecível.
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MÚSICA DO CORAÇÃO (Katie Ashley)
Abby Renard sempre conviveu no meio da música por causa da banda de seus irmãos. Entretanto, quando um tropeço faz com que ela acabe no ônibus da turnê da banda de rock Runaway Train ela percebe que os roqueiros são mais do que ela esperava. E é aí que ela conhece Jake Slater, vocalista da banda. Música do coração é aquele romance pra quem adora uma protagonista tão forte e caricata quanto o protagonista e pra quem adora suspirar e dar boas risadas com um romance apaixonante. É aquele livro divertido e envolvente na medida certa.
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ACESSO AOS BASTIDORES (Olivia Cunning)
Myrna sempre foi apaixonada pela banda de rock Sinners, especialmente pelo guitarrista Brian Sinclair. A professora de psicologia é surpreendida ao encontrar a banda no mesmo hotel que está hospedada para uma conferência e tem sua chance de conquistar o guitarrista e levá-lo para cama. É um romance engraçado também e que explora um pouco do passado de Myrna e a relação entre a professora e o roqueiro. É uma ótima pedida para fãs de um romance mais quente e fácil de ler.
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*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: urbanoutfitters.

E aí? Você já leu algum desses livros e gostou? Conhece mais romances com roqueiros para indicar? Conta aí nos comentários, vou adorar saber <3

26 recomeços


As coisas mudam, ela pensou observando aquela água dourada pela luz do sol poente.
Bem ali, há vários anos, ela brincara naquelas águas, correra pela areia endurecida e se divertira com coisas que só crianças achavam graça.
Como ela gostaria de sentir aquela pureza de novo, aquela sensação maravilhosa de poder ser quem ela quisesse sem sequer pensar que estava sendo outra pessoa, eram apenas brincadeiras inocentes.
Doces eram aqueles momentos em que ela sorria sem pensar, ria sem querer, sonhava sem limites e amava qualquer um.
Enquanto ela se debruçava sobre aquele parapeito de madeira ela observava o que parecia ser o tempo passando em frente aos seus olhos.
Fazia tantos anos assim?, ela se perguntou nostálgica sentindo o vento bagunçar seus cabelos e trazer de volta sentimentos que ela nem se lembrava mais.
Grandes nuvens começavam a cobrir o céu à sua frente e ela temeu que aquela luz maravilhosa do fim de tarde fosse embora mais rápido do que ela esperava.
Horas haviam se passado desde que ela chegara ali, por acaso, e desde então não conseguia deixar o local, apenas se espreguiçava hora ou outra antes de voltar para sua posição inicial e continuar a deixar a mente vagar pelas lembranças.
Impressionante como simplesmente olhar para uma paisagem inocente pode trazer à tona tantos sentimentos enterrados à sete palmos, tantos diálogos que ela gostaria de ser esquecido, tantas cenas que ela prometera a si mesma que nunca mais iria relembrar.
Jamais pensara que voltaria ali, não depois de tantos anos sem retornar àquela cidadezinha costeira que guardava uma parte tão gostosa de sua infância e uma dor tão afiada da sua adolescência.
Karma, talvez?
Lembrava de sua promessa de jamais sair daquela cidade e agora sentia o peso da promessa de que jamais voltaria.
Mas lá estava ela, sentindo seu coração pesado e as mãos suando por conta do medo de que a vissem ali, de que lembrassem da amargura com que ela deixou tudo para trás sem nunca olhar por cima do ombro.
Nada podia prepará-la para o mundo que a esperava longe dali.
“O seu café, madame”, disse a simpática garçonete assustando-a um pouco enquanto lhe estendia uma caneca grande o suficiente para que ela precisasse usar as duas mãos para segurá-la de forma confortável.
Para alguém que passara a vida inteira em uma cidadezinha tão aconchegante e interiorana como aquela, as escuras esquinas do mundo poderiam ser assustadoras.
Quando teve seu coração partido pelas perspectivas da vida que parecia ter sido designada pra ela, soube que precisava sair dali o mais rápido possível, precisava encontra algum lugar que fosse grande o suficiente para acomodar seus sonhos e quem ela acreditara que se tornaria.
Reuniu toda a sua coragem, juntou suas coisas, fez as malas e disse adeus àquela vida com uma breve despedida e nada mais do que poucas palavras para explicar que simplesmente não nascera para ter aquela vida monótona e, como ela acreditara, vazia.
Saiu de casa procurando ser uma pessoa melhor, maior, mas mal sabia que ela sempre teve tudo e que tudo estava bem ali à sua frente.
Tão jovem, ela pensou que estava fazendo a escolha correta, deixando uma parte de si para trás, um passado que ela enterrou a sete palmos para mostrar que aquela parte de si havia morrido.
Um futuro brilhante era o que imaginara para si quando deixou aquelas casas coloridas para trás; ela podia jurar que vira uma estrada enorme e brilhante se abrindo à sua frente.
Verdade seja dita, ela não havia cometido um erro ao ir embora, havia se enganado ao acreditar que nada daquilo que ficara para trás faria falta depois.
“Wow”, ouviu uma exclamação e ficou paralisada com medo de que fosse dirigida a ela, mas alguns instantes depois escutou a mesma voz conversando com outra pessoa sobre o time de futebol local.
Xingou-e mentalmente por ficar tão tensa, estava na sua cidade natal, podia visitá-la sem se sentir horrível por ter partido daquela forma.
“Yuppie”, quase verbalizou como uma criança ao pensar em dar meia volta e se perder no mundo de novo, parecia extremamente tentador.
Zombou de si mesma por um momento, mas só um pouquinho, porque estava na hora de voltar para casa e recomeçar.

*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: brandymelvilleusa.

Resenha: Até que a culpa nos separe


 Desde que li O segredo do meu marido fiquei com o nome de Liane Moriarty na cabeça. Raramente encontro autoras que conseguem escrever narrativas envolvendo cotidianos comuns de forma tão completa e envolvente.
 Depois do grande sucesso de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à mini-série da HBO Big Little Lies, Liane Moriarty volta com outra história que mostra a repercussão de um episódio assustador que começou em um simples churrasco de domingo. Quer saber o que achei da leitura? Então confira a resenha de Até que a culpa nos separe:

“Amigas de infância, Erika e Clementine não poderiam ser mais diferentes. Erika é obsessivo-compulsiva. Ela e o marido são contadores e não têm filhos. Já a completamente desorganizada Clementine é violoncelista, casada e mãe de duas adoráveis meninas. Certo dia, as duas famílias são inesperadamente convidadas para um churrasco de domingo na casa dos vizinhos de Erika, que são ricos e extravagantes.
Durante o que deveria ser uma tarde comum, com bebidas, comidas e uma animada conversa, um acontecimento assustador vai afetar profundamente a vida de todos, forçando-os a examinar de perto suas escolhas - não daquele dia, mas da vida inteira.
Em Até que a culpa nos separe, Liane Moriarty mostra como a culpa é capaz de expor as fragilidades que existem mesmo nos relacionamentos estáveis, como as palavras podem ser mais poderosas que as ações e como dificilmente percebemos, antes que seja tarde demais, que nossa vida comum era, na realidade, extraordinária.”




FICHA TÉCNICA

Título: Até que a culpa nos separe
Autora: Liane Moriarty
Ano: 2017
Páginas: 461
Idioma: Português
Editora: Intrínseca
Nota: 4/5
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Até que a culpa nos separe segue a mesma linha de O segredo do meu marido e Pequenas grandes mentiras ao narrar a história em torno de três casais completamente diferentes. Alternando o ponto de vista entre os cônjuges, Liane Moriarty intercala presente e passado, sendo o presente oito semanas após o dia do churrasco e passado o fatídico dia.


Liane tem uma habilidade nata de prender o leitor desde a primeira página, construindo o suspense em torno de um único dia e trabalhando a narrativa de acordo com o desenrolar dos fatos. Apesar de não acontecer nada muito envolvente durante a narração do presente, é a forma como a autora termina os capítulos e trabalha o suspense que prende o leitor e faz com que passar as páginas seja algo instintivo. Ela faz crescer a curiosidade de forma que a leitura seja rápida mesmo sendo muito descritiva e analítica no que diz respeito à personalidade dos personagens.
Esse é outro ponto digno de ser mencionado. Liane Moriarty tem uma habilidade incrível de criar personagens complexos mesmo que eles sejam as pessoas mais normais e comuns do mundo. Liane Moriarty consegue transformar a banalidade em algo extraordinário e digno de análise.
A história toda é contada de acordo com os pontos de vista de Erika e Oliver, Clementine e Sam, Tiffany e Vid e algumas narrações pontuais de personagens secundários.

“Mais tarde todos diriam: ‘Aconteceu tão depressa’. E acontecera rápido mesmo, mas ao mesmo tempo tudo desacelerara, cada segundo ficaram congelado numa imagem em cores vivas e inesquecíveis, iluminada por luzinhas douradas.”

Ao contrário das outras duas narrativas da autora que mencionei acima, em Até que a culpa nos separe não consegui me apegar a quase nenhum dos personagens, apenas à Dakota, a filha única de Tiffany e Vid que tem uma paixão imensurável por livros e que nutre uma sensibilidade tocante. A maioria dos personagens me deixou indignada ou irritada com suas ações e pensamentos, mas acho que esse é um dos pontos fortes da negativa. Sabe quando dizem: “se você ficou com raiva do ator x é porque ele cumpriu bem o papel dele”? Isso se encaixa aqui. Ao contrário de muitos autores que investem em personagens romantizados e perfeitos, Liane Moriarty consegue criar personagens tão reais que nos tocam.
Ela descreve os defeitos e falhas de cada um deles de forma que podemos nos identificar de alguma forma com pelo menos dois dos personagens centrais da narrativa. Seja a mulher que teve uma infância terrível e inveja a melhor amiga que teve uma vida perfeita e não parece grata por isso, a menina que acha que é responsável por acontecimentos que lhe fogem ao controle e se condena por isso, o homem que não consegue demonstrar seus sentimentos de forma coerente e acaba afetando seu relacionamento, uma mulher que não sente vergonha de seu passado, mas faz de tudo para que ele não afete o presente etc. Os personagens de Liane Moriarty são espelhos de uma realidade extremamente alcançável. 

“- E se simplesmente não tivéssemos ido? E se uma das meninas tivesse ficado doente, ou se eu tivesse precisado trabalhar, ou se você tivesse precisado trabalhar? Enfim, qualquer coisa que nos fizesse faltar o churrasco... Você pensa nisso?
Ela manteve os olhos fixos no maluco do veleiro.
Houve um silêncio longo demais.
Ela queria que ele disse: Claro que penso nisso. Todos os dias, aliás.
- Mas nós fomos [...]. Nós fomos, não é?”

A única razão para que eu não tenha ficado tão envolvida nessa história como nas anteriores foi o ritmo de leitura. Não devorei esse livro como fiz com os anteriores e demorei um pouco para lê-lo. Apesar da autora conseguir terminar os capítulos da melhor forma possível buscando atrair o leitor para o que está por vir, senti falta de acontecimentos mais quentes e entusiasmantes ao longo dos capítulos.
Apesar disso, continuo impressionada com a capacidade que Liane Moriarty tem de criar narrativas redondinhas. Cada detalhe mencionado ao longo da história tem papel fundamental para a construção da narrativa que é concluída sem pontas soltas. Liane escreve livros que seguem bem seu objetivo e não ficam enrolando ou guardando elementos para uma possível continuação. Gosto de livros pontuais, daqueles que podemos comprar para nos entreter e que concluem uma história da forma mais perfeita possível.
Até que a culpa nos separe é um livro para quem procura uma narrativa inteligente e madura, que trabalha os dilemas familiares de forma humana e extremamente real. É uma história para todos aqueles que gostam de apreciar uma boa leitura e procuram algum livro para passar o tempo.
Se você gostou da resenha e quer conhecer outro livro incrível de Liane Moriarty, confira a resenha de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série Big Little Lies, da HBO.


“Erika se virou de costas para esconder o sorriso. Examinou a luz do sol brilhando na árvore com gotas de chuva. Estava muito bonito. Lembrava uma árvore de Natal.
Inclinou a cabeça para trás, curtindo o sol em seu rosto, e viu uma mulher que morava do outro lado da rua, a que amava Jesus, mas com certeza não amava Sylvia. Estava na janela do segundo andar de sua casa, com uma das mãos no vidro, como se estivesse limpando. A mulher parecia olhar diretamente para Erika.
E de repente aconteceu. Erika se lembrou de tudo
.” 

Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)

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