Resenha: Arquivos Serial Killers



O box Arquivos Serial Killers foi minha primeira aquisição da Darkside depois de muito tempo babando nas capas maravilhosas que a editora expõe nas prateleiras. Minhas primeiras leituras foram tudo o que eu esperava: eletrizantes, completas e incríveis. 

Ilana Casoy é autoridade no que diz respeito a mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil. Para escrever seu primeiro livro, a escritora mergulhou em arquivos da polícia e da Justiça, do FBI e da Scotland Yard, além de ter feito extensas pesquisas em livros e artigos de jornais e revistas para compor um inquietante roteiro de como, por que razão e com que métodos os serial killers agem. Perturbador e por muitas vezes comovente, o relato de Casoy, escrito depois de rigorosa pesquisa em diversas fontes, nos apresenta histórias que nem a ficção e o cinema conseguiram imaginar.

Desde sempre me interessei por assuntos voltados aos famosos serial killers, sempre me interessei pela falta de empatia, por todo o mistério acerca da mente dos grandes psicopatas. O box parecia uma aquisição imperdível, e para quem é fã do tema, com toda certeza é essencial.
Ilana Casoy mostra, em cada parágrafo, porque é uma especialista e como é capaz de mergulhar na mente perturbada dos assassinos. Ao começo dos dois livros, Ilana explica de forma didática como a psicopatia é entendida por especialistas e procura deixar o leitor a par de tudo que será analisado, discutido e observado.
Dois livros compõe o box e decidi começar por Made in Brazil
Após o sucesso do seu primeiro livro, Ilana Casoy dedicou-se a uma pesquisa rigorosa para investigar os serial killers brasileiros, no que viria a ser o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série do Brasil. Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistas cara a cara com personificações do mal em terras tupiniquins, para compor um inquietante roteiro com rigor investigativo de como, por quê e com que métodos os serial killers brasileiros atuam. Em Made in Brazil, Casoy relata sete casos de serial killers brasileiros, três dos quais ela entrevistou pessoalmente: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói, um dos casos e depoimentos mais chocantes do currículo da autora; Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho; e Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador”.

Por serem assassinos brasileiros, a leitura me chocou mais, mesmo que alguns dos crimes não fossem tão violentos ou animalescos como os de outros serial killers internacionais. O fato dos crimes terem acontecido muitas vezes em conhecidas cidades brasileiras dá uma sensação de proximidade aterrorizante. Ao contrário do livro Louco ou Cruel? da autora, em que são vários os assassinos retratados, Made in Brazil apresenta poucos, mas relatos extremamente detalhados e aprofundados.
Por ter tido contato direto com os assassinos, o relato se torna extremamente real e cruel. Ilana transcreve a entrevista com Marcelo Costa de Andrade com todas as suas palavras exatas e é bem perturbador. O assassino descreve cada um de seus crimes de forma detalhada e sem medir palavras, é como se nada daquilo o atingisse de forma alguma, como se ele estivesse descrevendo o que comeu no café da manhã. Além disso, Ilana teve acesso a fotos dos crimes e algumas delas compõem as páginas, deixando a leitura ainda mais completa e pesada. Made in Brazil não foi um livro fácil de digerir, não li com tanta rapidez como costumo ler outros livros. Foi uma leitura densa, não só pelo realismo daquilo que Ilana relata, mas pela reflexão dos pensamentos (ou possíveis pensamentos) dos assassinos. 
A primeira parte de Louco ou Cruel? aborda os serial killers sob diversos aspectos e à luz da Criminologia, do Direito, da Psiquiatria e da Psicologia, e dedica-se a dissecar este universo, analisando como tudo começa, quem são as vítimas, os aspectos gerais e psicológicos, os mitos e as crenças, o perfil do criminoso, a psicologia investigativa, a análise do local do crime e a encenação/organização da cena. Na segunda parte do livro, Casoy apresenta em detalhes 16 casos de serial killers que chocaram e marcaram o século XX, entre eles Albert Fish, Ed Gein, Ted Bundy, Andrei Chikatilo, Jeffrey Dahmer, Aileen Wuornos e o Zodíaco, cuja identidade segue desconhecida até hoje. Histórias que habitam as entranhas da humanidade e o que ela tem de pior: frieza, perversidade e falta de sensibilidade que acabam por produzir o mal em escalas inimagináveis.

Louco ou Cruel? foi um pouco mais fácil de ler, não porque os crimes foram “menos cruéis”, mas porque são relatos mais curtos devido à quantidade de assassinos e por já estar preparada para a leitura. Por me interessar muito pelo tema, sempre assisti a programas de investigação e alguns dos assassinos já me eram familiares. Nesse livro, Ilana não faz tantas análises aprofundadas a respeito da mente dos serial killers, até porque seu contato não foi direto, mas não deixa de escrever relatos detalhados e muito bem explicados. 
Ambos os livros foram escritos não apenas para esclarecer a respeito do tema, mas para saciar a curiosidade dos fãs e interessados pelo assunto. São dados estatísticos, entrevistas exclusivas com os "monstros" e várias curiosidades como, por exemplo, uma tabela com o número de assassinos seriais em vários países. Cada capítulo começa com uma frase dita pelo assassino em questão. Além disso, as fotografias deixam os relatos muito mais reais e palpáveis, as vítimas e assassinos ganham rostos e personalidades.
Os livros são extremamente bem escritos, gostei muito da forma com que Ilana escreve. É uma leitura fácil e muito didática. Não é um livro sádico, um livro perturbador, e sim esclarecedor e muito explicativo.
Também são livros muito bem feitos, dá pra perceber o trabalho e o acabamento. Esse é um detalhe que sempre me encantou muito nos livros da Darkside, todos os livros parecem ter sido feitos com muito carinho e de forma muito criativa. A diagramação, as ilustrações, fotos e composição dos relatos; tudo isso serviu para criar um livro visualmente bonito e atraente.
Se eu tivesse que escolher apenas um para ler, leria Louco ou Cruel? por ser uma coletânea mais vasta que Made in Brazil, mesmo que não tão detalhada. Nunca havia lido um livro da Ilana Casoy e com certeza lerei outros da autora, sua escrita me conquistou, além do tema extremamente interessante. Minha primeira leitura de um exemplar da Darkside foi tudo o que eu esperava e estou apaixonada pela editora, com certeza irei ler mais livros do selo e espero me surpreender cada vez mais.

O box Arquivos Serial Killers  foi escrito por Ilana Casoy e publicado pela editora Darkside.

            Classificação: 5/5 estrelas.

“Escrever um livro sobre casos reais e não uma ficção faz diferença no futuro de um escritor. A história de ficção está na imaginação, ela começa e termina quando é como você quiser. Durante o processo criativo não há limite, aí então você publica. Pronto! Trabalho encerrado. Se anos depois você ler e não gostar, paciência. Você pode dizer que mudou seu estilo, oitos podem chegar à mesma conclusão, mas a história ali contada não muda mais.
Relatar fatos reais muda tudo.
[...]
Houve muita reflexão sobre deixar ou não as fotografias dos assassinos, mas penso ser importante que todos percebam como é fácil um lobo se vestir em pele de cordeiro em uma cultura na qual o belo é bom e o feio é mau. Neste livro se vê que não é nada assim na vida real: o mais belo pode ser também o mais cruel. Seria maravilhoso que nossas crianças aprendessem isso.”
Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)

A mais bela de todas


O amanhecer tentava anunciar sua chegada pelas cortinas de voil. O pequeno espaço entre as duas cortinas permitia que um feixe de luz chegasse até a cama.
Ele empurrou um pouco as pesadas cobertas pra seu colo e se virou tentando alcançar o chão com os pés. Aquela cama alta às vezes podia ser uma benção e uma maldição. Tocou seus pés cansados no tapete persa e se levantou com certo esforço. Caminhou até a janela e terminou de fechar as cortinas antes que ela acordasse, seu sono era mais leve que as pétalas de sua orquídea favorita. Ele sorriu com esse pensamento.
Dando a volta no quarto, olhou para a cama e quase riu ao procurá-la entre as camadas de lençóis e cobertores. Tão pequena, ela ainda dormia como se não fizesse menção nenhuma de acordar.
Ele abriu a porta com cautela e saiu da forma mais silenciosa que seus passos pesados permitiam. O corredor o recebeu com vários porta-retratos e quadros pendurados pelas paredes e um familiar cheiro de lavanda. De vez em quando ele se permitia parar no meio do caminho, escolher alguma daquelas memórias e mergulhar nas lembranças de um passado que parecia cada vez mais distante e, de uma forma estranha, cada vez mais presente.
A luminosidade da cozinha já o presenteava com uma bela manhã antes mesmo que ele virasse o corredor. O tímido ruído da máquina de café era quase imperceptível.
– Bom dia – ele sorriu para a ajudante que acabara de colocar duas fatias de pão na torradeira.

– Bom dia, senhor – ela retribuiu com genuína simpatia. Ela era sempre tão gentil...
Até algum tempo, ele ainda conseguia se levantar antes que ela chegasse, mas ultimamente algumas dores exigiam que ele ficasse alguns minutos a mais na cama de repouso. Nada preocupante.
Ele atravessou a cozinha e abriu a porta de vidro que dava para o jardim. Seus olhos se acostumaram rapidamente à claridade e ele se permitiu respirar fundo e assimilar todos aqueles aromas que ele tanto amava.
O jardim nos fundos da casa era seu paraíso particular, um verdadeiro mar de cores e aromas frescos. Era um cenário digno de um filme europeu. A casa de tijolos, telhado inclinado e arquitetura alemã eram um pequeno espaço de cores vivas em meio a um bairro pacato. Não que as outras casas dali seguissem o padrão acinzentado da cidade grande, mas a sua casa, o seu lar, definitivamente se destoava. Mas o jardim era sua menina dos olhos, era aquilo que ele procurava quando abria a janela de manhã. Ele podia ficar em êxtase só por saber que todas as suas flores estavam crescendo e sendo cuidadas bem debaixo da sua janela.
Fechou a porta da cozinha e seguiu em frente até onde o chão se transformava em um caminho de pedras e o cercava de cores.
As azaleias eram as que primeiro lhe chamavam a atenção. Quando se conheceram, sua esposa lhe disse que eram suas favoritas por causa da cor. Ela sempre amou a cor rosa e nunca se envergonhou disso. Adorava esbanjar sua feminilidade. Com o tempo elas deixaram de ser suas prediletas, mas continuavam embelezando constantemente alguns vasos espalhados pela casa.
Os girassóis, carentes de atenção, se erguiam pomposos. Esguios e chamativos, eram um lembrete constante de sua juventude, de um tempo em que ele mesmo se via cheio de vida, sempre em direção ao sol.
Suas estrelícias, discretas em meio às suas longas folhas verdes, davam um ar exótico ao seu jardim de cores. Depois de alguns anos tentando fazê-las florescer, podia praticamente sentir seu peito se estufando toda vez que passava por elas. Ainda conseguia se lembrar de todas as vezes em que, quando mais novo, se ajoelhou ao lado da muda, com os braços e pernas cheios de terra, e se perguntou o que estaria fazendo de tão errado quando não conseguia fazer nascer uma flor.
Ah, o dente de leão... Quando a primeira planta cresceu em seu jardim, ele se sentiu receoso. Não tinha planejado plantá-la, e mesmo quando fez todas as adaptações no jardim e a arrancou, não pôde deixar de ficar surpreso quando, algum tempo depois, esporádicos pontinhos brancos voltaram a morar por ali. Com o tempo (e mais algumas tentativas), ele passou a deixar de vê-la como uma praga e a vê-la com certa admiração. E como negar a beleza das sementes que voam com tamanha graciosidade?
Quando mais nova, sua esposa adorava arrancar alguns dentes de leão e, com os olhos fechados, soprava e se deleitava com a sensação de vê-los voando por aí. Às vezes ela era capaz de passar uma manhã inteira procurando dentes de leão no jardim. Hoje ele percebe que só permitiu com que continuassem crescendo em seu jardim porque adorava a expressão no rosto da esposa. A quantidade crescente deles era um lembrete de como a frequência das visitas diminuiu. Ele entendia os joelhos cansados, os passos lentos, o fôlego fraco, mas ainda assim, sempre que pisava no jardim sentia a nostalgia visitá-lo por alguns instantes.
As rosas, grandes clichês, em nada se perdiam no jardim. Seu aroma era inconfundível ao seu olfato, mesmo que fosse quase imperceptível à distancia para os outros.
Ele foi até suas roseiras e decidiu pegar duas de cada cor. Com uma tesoura na mão, tomou todo cuidado para escolher vermelhas, amarelas, brancas e champagne. Olhando para as vermelhas e brancas de novo, decidiu pegar mais uma de cada. Com seu pequeno buquê nas mãos, analisou com cuidado as pétalas e levou-as até o nariz. Suspirou em contentamento.
Fazendo sua caminhada diária em seu pequeno paraíso, foi até seu cantinho especial e se sentou no banco de madeira que descansava na sombra. As margaridas eram suas favoritas. Brancas de pureza e amarelas de alegria, eram pequenos pontinhos constantes em seu jardim. Não tinham a beleza extravagante das suas orquídeas ou cerejeiras, eram mais fáceis de cuidar e bem mais encantadoras. Sempre aos montes, ele se orgulhava de olhá-las da janela do quarto, da mesa acomodada no meio do jardim, da varanda da cozinha. Por onde quer que ele passasse na casa, seus olhos sempre buscavam suas meninas.
Por mais que quisesse continuar sua caminhada, sentia suas juntas rangendo e seus braços procurando algum apoio. Forçou-se a dar por encerrada sua caminhada e, segurando seu pequeno buquê entre as mãos, voltou pelo pequeno caminho de pedras que levava até a varanda da cozinha.
Como sempre fazia antes de voltar para dentro de casa, olhou por cima do ombro para admirar seu jardim. Um centro de cores e aromas, de memórias e desejos, alguns mais desvanecidos que outros. Após anos de adaptações, estudos e muita dedicação, ele conseguiu construir um lugar do qual pudesse sentir orgulho. Um lugar para se admirar todo dia.
Limpou os pés no tapete da entrada e, após um copo d’água, retomou seu caminho para o quarto. O sorriso encantado que a ajudante direcionou ao delicado buquê passou despercebido.
Ao chegar no quarto, comemorou mentalmente por ela ainda estar dormindo. Não ficou no jardim tanto tempo assim, afinal. Preocupou-se em ajeitar uma última vez as rosas em suas mãos e as colocou delicadamente na cômoda ao lado de sua esposa.
Todo dia ele se preocupava em acordar cedo, antes que ela despertasse, e descia até o jardim para montar um buquê. Flores eram pequenos presentes da natureza e sua esposa era a maior recompensa de todas. Na época em que “uma flor para uma flor” não soava tão banal, ele pensou que não haveria nada mais verdadeiro que aquela frase.
Todo dia ela acordava com uma seleção de flores que ele mesmo plantou, que ele mesmo cuidou, que ele mesmo adorou até que pudesse colhê-las e presentear a pessoa que mais amava no mundo. Todo dia ela já sabia que acordaria com seu presente e, mesmo assim, o brilho nos seus olhos nunca demonstrava nada menos que a mais completa alegria.
Ele foi até a janela e abriu as cortinas. Quando a luz da manhã adentrou o quarto, ele voltou até a cama e se sentou ao lado dela. Deu um beijo em sua testa e percebeu quando ela começou a acordar. Com os olhos pequenos de sono, suas pálpebras se ergueram e seus olhares se encontraram.
Depois de tantos anos, ele ainda se surpreendia com as emoções que tomavam conta de seu peito toda vez que aqueles olhos verdes encontravam os seus. E quando encontravam... Nem o mais belo dos jardins se comparava àquilo.

Resenha: Pó de lua nas noites em claro – Clarice Freire


            Sabe aqueles livros simplesmente inspiradores? Clarice Freire conquistou as prateleiras em 2014 com Pó de Lua, agora, Pó de Lua nas Noites em Claro vai fazer todo mundo suspirar de novo.

“Quando a noite fica mais escura e as ruas se calam, a maior parte das pessoas dorme e sonha. Algumas, porém, preferem o silêncio para sonhar acordadas. Clarice Freire, autora do best-seller Pó de lua, faz parte desse grupo. É nessa hora que costuma criar suas poesias e seus desenhos. Em seu segundo livro, Pó de lua nas noites em claro, ela vira a madrugada ao avesso em palavras e imagens, dedicando uma hora a cada capítulo, da meia-noite ao amanhecer. Além dos versos que conquistam o público desde 2013, quando foi criada a página Pó de lua no Facebook, Clarice alterna passagens em prosa e poesia, acompanhando sua personagem durante um longo e mágico passeio pela cidade quase deserta.”

Pó de Lua nas Noites em Claro, assim com o primeiro, é um livro pequenino, pra levar na bolsa nos momentos em que faltar a inspiração. O livro é dividido em seis partes, ou capítulos, como se fossem as horas da madrugada, de 00h às 05h. Cada um dos capítulos começa com uma pequena história em que a autora situa o leitor e, a partir daí, deixa as palavras e desenhos tomarem conta das páginas.


00:00
As ruas se calam
"E saber por que, afinal, fugi da cama. É que a cidade não entende a agonia de quem ama."


É difícil encontrar pessoas que escrevam com tamanha simplicidade e carinho como Clarice compõe seus versos em Pó de lua nas noites em claro. É impossível conter o sorriso em diversos momentos. A maneira envolvente com que Clarice faz você passar as páginas é deliciosa. Como disse na minha primeira resenha, é quase uma inocência a forma tão bela como ela enxerga as minúcias do mundo.

01:00
A boca se cala
"Deixou para trás suas luzes apagadas. Deixou todas num canto distante. Acendeu-se inteiro e seguiu rAdiante."

Todas as páginas são compostas por ilustrações adoráveis feitas pela própria autora e não são meramente ilustrativos. Desde ilustrações mais coloridas e espaçosas até sutis contornos das letras, cada detalhe faz a diferença na composição do livro. Por diversas vezes seus rabiscos apaixonantes não só fazem parte das poesias, como são essenciais.

02:00
O pensamento fala
"E meu olho feliz daquele jeito de amor passado, de amor vivido, de amor que ama."

As palavras, ora compondo poesias, ora formando um texto, são deliciosas de se ler. Clarice brinca com sons e sinônimos o tempo inteiro. É um livro inclusive para ler em voz alta, as palavras parecem brincar com a língua. São diversas metáforas, versos e pensamentos que parecem criar vida em cada uma das páginas.

03:00
Os moradores da noite
"Quem invade teus sonhos sem ser convidado? Quem vê em teu olho na noite, fechado?"

Pó de lua nas noites em claro me encantou pela identificação. Assim como Clarice, tenho fascínio pela noite, pelo mistério inquietante, pela calmaria imposta pela escuridão. Pelas almas adormecidas e amantes despertos. Ela deixa claro sua paixão pelas estrelas, pelas luzes da cidade, pelos transeuntes solitários. É um livro sobre detalhes feito em detalhes. Cada desenho, cada rabisco, cada vírgula e acento tem um significado diferente, uma intenção específica. É um livro feito com carinho, dá pra perceber em cada página a paixão de Clarice pela poesia.

04:00
Os primeiros raios de sol
"É que a maioria dos seres vive parcialmente do dia, e eu, de Lua."

É um livro encantador, para aquelas noites solitárias ou tardes chuvosas, para quem está sempre procurando palavras apaixonantes e se apaixonando por minúcias. É um presente para aquela pessoa sensível e para si mesmo.

05:00
Sentimentos dourados
"Sempre fui uma pessoa um tanto fugidia. Escorregadia. Por isso sempre me encontrava na noite."



            Para os amantes de poesia, versos, frases inspiradoras ou mesmo para aqueles que só estavam precisando de uma corzinha a mais no cotidiano, Pó de lua nas noites em claro é um aconchego muito bem vindo.

Pó de lua nas noites em claro foi escrito por Clarice Freire e publicado pela editora Intrínseca.

    Classificação: 4/5 estrelas.


Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)
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