Resenha: A Rainha de Tearling

Cada vez mais estou me interessando por fantasias envolvendo protagonistas femininas fortes. Confesso que ainda não conhecia a história de Kelsea e, quando fui procurar saber um pouco mais a respeito, o entusiasmo dos leitores me deixou animada. Quando comecei a ler a história da rainha Kelsea, entendi o porquê de todo o alvoroço.
Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.”

FICHA TÉCNICA

Título: A Rainha de Tearling
Autora: Erika Johansen
Ano: 2014
Páginas: 350
Idioma: Português
Editora: Suma de letras
Nota: 4/5
Compre: Amazon Saraiva 





A Rainha de Tearling é um livro para amantes de protagonistas fortes e independentes. Esse é o primeiro livro de uma trilogia que já já vai chegar também aos cinemas com Emma Watson no papel principal.
Confesso que A Rainha de Tearling me lembrou bastante Kiss of Deception, então para os fãs da trilogia de Lia, a história da rainha Kelsea é uma pedida certa. Entretanto, diferente da protagonista de Kiss of Deception no primeiro volume da trilogia, Kelsea não questiona o fato de ter que ascender ao trono. A garota de dezenove anos parece ter nascido para o papel e, a cada página, mostra porque tem tudo para ser uma rainha lendária.

Os personagens principais possuem características bem marcadas, enquanto os secundários não se destoam tanto.

- Consigo matar qualquer um neste reino. Sou mais perigoso que os mort, mais perigoso que os Caden. Roubei muitas coisas do regente, e seu pescoço já esteve sob minha lâmina. Eu poderia tê-lo matado inúmeras vezes, se ão tivesse de esperar.
- Esperar o quê?
- Esperar você, rainha tear.

A personalidade de Kelsea foi o ponto que mais me cativou no livro. Por causa de sua criação e as circunstâncias nas quais viveu sua vida, ela não aparenta ter dezenove anos. É uma mulher madura, que não tem medo de tomar decisões e de se impor, extremamente corajosa e não pensa duas vezes antes de tentar fazer algo bom por seu povo. Gostei de como a personalidade dela foi muito bem trabalhada, sua compaixão – característica mais marcante – não a torna infantil ou ingênua como acontece com muitas protagonistas em histórias similares.


Outro detalhe que me conquistou foi o fato de que Kelsea é uma personagem com características comuns. Ela não é magra e, de acordo com alguns comentários ditos ao longo da narrativa, não segue padrões de beleza.
Algo que me incomodou bastante ao longo de toda a leitura foi o contexto histórico da narrativa. A história se passa em um tempo quase medieval, com lutas de espadas e facas, alguns guerreiros são arqueiros, as terras são divididas em reinos com monarquias no poder, a leitura não é algo universalizado etc. Entretanto, Kelsea tem pensamentos envolvendo analogias com computadores e máquinas e, em determinado momento, chega a dizer que algumas crianças estavam se divertindo com os sete volumes de J.K. Roling. Detalhes que destoam completamente do tempo em que a narrativa supostamente acontece me tiraram da leitura e me incomodaram bastante. Precisei pesquisar um pouco para entender que a narrativa de passa em um tempo alguns séculos a frente do nosso porque isso não foi explicado eu longo de todo o livro.

- Este reino não tem visto nada extraordinário, muito menos bom, há muito tempo – continuou Andalie. - O Tearling precisa de uma rainha. Uma Rainha Verdadeira. E, se viver, a rainha Kelsea será exatamente isso. Talvez até uma rainha lendária.

A narrativa é envolvente apesar de ser bastante explicativa. O livro todo parece uma grande introdução para o que está por vir, o que de fato é. Como serão mais dois livros, espero que venham mais explicações também, não só sobre os personagens como sobre o contexto histórico e o tempo em que se passa a narrativa.
A edição do livro é muito linda. Além da capa maravilhosa, a diagramação interna do livro permite uma leitura fluida e agradável e não encontrei erros de revisão. Essa edição possui capa mais maleável, o que agrada muito vários leitores.
A Rainha de Tearling é uma ótima aventura para quem está procurando uma fantasia envolvente, um contexto diferenciado e personagens cativantes. Para quem gosta de personagens fortes e bem trabalhadas, Kelsea vai conquistar o leitor com sua história que tem tudo para ser o novo sucesso.

Se você gostou da resenha e quer saber mais sobre alguma história publicada pela Suma de letras, vem conferir a resenha de Entre oagora e o nunca.


Então tudo sumiu de repente. Kelsea piscou outra vez, os olhos cheios de lágrimas, e viu apenas seu próprio reino, campos cultivados esparramando-se diante de seus olhos para ir ao encontro do céu. Sentiu uma for no coração, a mesma sensação vaga de perda que sentia ao acordar de um sonho do qual não conseguia lembrar. Ela era Kelsea Glynn, uma garota que crescera na floresta, que adorava estudar história e ler livros. Mas era outra coisa também, algo além de Kelsea, e ficou por mais um momento, observando seu país, cerrando os olhos para ver o perigo além do horizonte.
Minha responsabilidade, pensou, e a ideia não lhe causou temor algum naquele momento, apenas uma extraordinária sensação de gratidão.
Meu reino."


Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)

Próximas leituras + Wishlist literária


Vocês também passam um tempão dando uma conferida nos lançamentos das editoras, guardando os nomes de livros que aparecem no Instagram e planejando a próxima compra literária? Como sei que wishlist literária é algo útil para muitos leitores que, assim como eu, estão sempre atrás de novas histórias para se encantar, decidi montar mais uma.
Essa é a terceira wishlist literária que faço e cada vez que vou escolher os livros que vão compor a lista, me deparo com outras histórias que me deixam extremamente curiosa. Alguns desses livros já estão devidamente acomodados na minha estante só esperando para ser lidos. Você gostaria de ler a resenha de algum desses livros depois? Me conta qual deles mais despertou sua curiosidade, quem sabe ele não aparece de novo aqui no Nostalgia?
Confira 16 livros que estão entre as minhas próximas leituras:


1. The heart of betrayal - Mary E. Pearson
Na continuação de Crônicas de Amor e Ódio Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.

2. Casos de Família - Ilana Casoy
O assassinato do casal Richthofen e de Isabella Nardoni foram reunidos em um só livro e trazem novos detalhes observados por quem estava nos bastidores. A criminóloga Ilana Casoy abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes, tudo isso com a qualidade quase psicopata de edição.
Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público.

3. As 100 Piores Ideias da História - Michael N. Smith/Eric Kasum
Aí você pergunta: quem foi o gênio por trás disso? O que essa gente tinha na cabeça?!?!? Desde que Adão deu uma mordida no fruto proibido e foi expulso nu em pelo do Jardim do Éden, a humanidade tem tido uma ideia pior do que a outra. De líderes políticos obtusos e cientistas loucos a cantores pop que não cantam bulhufas, “As 100 Piores Ideias da História” é uma celebração das mancadas homéricas – e muitas vezes histéricas – que deram origem a guerras, afundaram países, arruinaram empresas, destruíram carreiras, causaram prejuízos de milhões e até, pasmem, ameaçaram a Terra.

4. Sem Juízo - Emma Chase
Como advogado em Washington, DC, Stanton Shaw mantém as perguntas afiadas e os argumentos irrefutáveis, além de ser conhecido como “Encantador do Júri” com seu sotaque do sul, sorriso irresistível e olhos verdes cativantes. Embora pareça que sua vida está seguindo pelo caminho que sempre desejou, o advogado perde o rumo ao descobrir que Jenny, sua namorada do colegial e mãe de sua filha, irá se casar.
Como uma medida desesperada, ele implora que Sofia – a amiga alucinantemente colorida – o acompanhe ao Meio do Nada, no Mississippi, para ajudá-lo a reconquistar a mulher que ama. Sofia aceita, mesmo que seu lado racional diga uma coisa e seu coração outra…

5. Paris para um e outros contos - Jojo Moyes
Em histórias curtas e divertidas, Jojo, sem deixar de lado as personagens decididas que conquistaram o público, faz sua conhecida mágica de transformar situações comuns em eventos extraordinários.
No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa.
Dez pequenas amostras da saborosa escrita de Jojo Moyes, divertidas, autênticas e irresistíveis — você vai ler e se encantar.

6. Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é - Tati Bernardi
De vontades que não podia entender e outras tantas sensações, tão familiares à qualquer um, Tati Bernardi, autora de A Mulher que não prestava, fez nascer Tô com vontade de uma coisa que não sei o que é, uma reunião de crônicas do cotidiano.
Com um humor pontual, marcado pela riqueza de detalhes, alguns deliciosamente sórdidos, Tati consegue transcrever a vida e suas peculiaridades com uma veracidade quase constrangedora. Como quando fala do maldito manobrista que sempre solta pum no carro, ou do homem comum, que pode ser até agradável e divertido quando o assunto é conseguir sexo. Tati fala de amor, solidão, sucesso, sexo e de todas essas coisas de que são feitas as vidas.

7. American Crime Story: O Povo Contra O. J. Simpson - Jeffrey Toobin
É o mais completo livro sobre o caso do craque recordista da NFL acusado de matar a esposa e um amigo. O livro foi escrito por Jeffrey Toobin, repórter que cobriu o julgamento para a revista New Yorker e, mesmo partindo do princípio que Simpson era culpado, o livro apresenta informações minuciosas que ajudam a desvendar por que O.J. foi inocentado naquele grande circo que virou seu julgamento.
Um gigantesco evento da mídia global, acompanhado por mais de 20 milhões de espectadores – recorde superior à chegada do homem à Lua –, aquele foi um dos primeiros casos de tribunal a utilizar a moderna ciência forense como parte das evidências. Se hoje você curte CSI, acredite, tudo começou para valer no caso O.J.

8. Na sala de roteiristas - Christina Kallas
Um livro essencial para quem escreve, ou quer escrever, para TV, e indispensável para críticos e fãs.
De Seinfeld a Game of Thrones, passando por Família Soprano, Friends, Law and Order e Mad Men, as séries americanas revolucionaram a TV, conquistaram o mundo e se transformaram no palco do que há de melhor na dramaturgia hoje em dia. No centro dessa revolução está o autor e a bem-sucedida "sala de roteiristas", método de trabalho coletivo dos escritores de uma série de TV.
Em conversas com Christina Kallas - professora e roteirista premiada -, showrunners e autores de primeiro time compartilham suas experiências e falam sobre a arte de escrever e criar para a TV.

9. Quatro estações em Roma - Anthony Doerr
No dia em que Anthony Doerr e a esposa voltam da maternidade com seus gêmeos recém-nascidos, ele descobre que recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que inclui ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma nasceu das memórias do ano que o autor passou na cidade com a esposa e os filhos.
Quatro estações em Roma traz o texto primoroso e sensível que tornou Doerr celebrado no mundo inteiro, ao mesmo tempo um relato íntimo e uma celebração da Cidade Eterna.

10. Quebra de Confiança - Harlan Coben
No primeiro caso de Myron Bolitar, Harlan Coben nos faz mergulhar na indústria do sexo e nos negócios escusos por trás da contratação de grandes atletas. Este é um momento importante na carreira de Myron Bolitar. Depois de agenciar alguns atletas pouco conhecidos, ele agora é o empresário de Christian Steele, a maior promessa do futebol americano de todos os tempos. Talentoso, bonito, centrado e carismático, tudo indica que o rapaz também poderá arrematar milhões em contratos de publicidade.
Mas, ao mesmo tempo que vive o auge na carreira, Christian enfrenta um drama na vida pessoal. Um ano e meio atrás, sua noiva, Kathy Culver, desapareceu subitamente e, exceto pelos fortes indícios de que tenha sofrido uma agressão sexual, a polícia não conseguiu descobrir nada sobre sua última noite no campus da Universidade Reston.
Prestes a ser contratado em uma negociação que pode ser a maior de todos os tempos em sua categoria, Christian recebe o exemplar de uma revista que traz a foto de Kathy em um anúncio de disque sexo. Além disso, o caso acaba de ganhar mais um ingrediente de terror: três dias atrás, Adam Culver, pai dela, foi morto em um assalto bastante suspeito.
Agora, com a ajuda de Win, seu melhor amigo, Myron tentará impedir que as notícias sobre a ex-noiva de Christian atrapalhem a carreira do rapaz e irá em busca da verdade – doa a quem doer.

11. Para ler como um escritor - Francine Prose
É possível ensinar a um escritor o seu ofício? A questão é polêmica, especialmente quando proliferam cursos de graduação e de extensão com essa proposta. Escritora e crítica literária, Francine Prose defende que sim, há muito o que aprender com os mestres. Virginia Woolf, Jane Austen, Nabokov, Philip Roth e Flaubert são alguns dos autores a quem dedica uma leitura atenta e cuidadosa, em busca do segredo do “escrever bem”. De cada um, extrai valiosas lições. Uma obra indispensável para escritores iniciantes e leitores inveterados.

12. Uma carta de amor - Nicholas Sparks
Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Lá, Theresa encontra na praia uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro. Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.”
Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte.

13. Quando o Futebol Não É Apenas Um Jogo - Gustavo Hofman
O mundo do futebol não é feito apenas de Liga dos Campeões, salários milionários e histórias cheias de glamour e fama. Ele é, acima de tudo, composto por histórias de superação, curiosidades e fatos históricos que mostram como o jogo, muitas vezes, é apenas um detalhe. Em diversos casos, e em determinados momentos, o detalhe mais importante da vida.
Histórias como a de política de contratações do Shakhtar Donetsk, que prioriza brasileiros para o ataque e ucranianos para a defesa; toda superação e o sofrimento na infância de Edin Dzeko, o “Diamante Bósnio”; a importância do Hajduk para toda população de Split, na Croácia; o complicado relacionamento entre bilionários e clubes de futebol no Cáucaso russo; o futebol jogado em um dos menores países do planeta, Liechtenstein.

14. Como Narrar Uma História - Silvia Adela Kohan
Contar histórias é próprio do homem. Entretanto, transformar ideias em uma narrativa requer técnica apurada. Em "Como narrar uma história" a autora explica, passo a passo, como você pode construir um argumento e dar-lhe a devida forma literária por meio de um sentimento, uma sensação, uma imagem ou uma memória. Com abordagem prática, este volume trata de questões como: o trabalho com as ideias; os passos para a construção da história; a criação de uma atmosfera; as diferentes formas narrativas e muito mais.

15. Resenha - Anna Rachel Machado
Este segundo volume da coleção 'Leitura e produção de textos técnicos e acadêmicos' trata da leitura e da produção de resenhas, tendo como objetivo suprir a falta de material didático para a produção desse gênero textual utilizado na escola e no meio universitário. Assim, esta obra abrange grande parte dos procedimentos envolvidos em sua leitura e produção, desde a identificação inicial do contexto de produção e recepção até a avaliação e revisão final.

16. Redenção Pelo Amor - Nana Pauvolih
Filho mais velho de uma família abastada e tradicional do Rio de Janeiro, CEO do Grupo CORPÓREA & VENERE que eu tornei um grande império multinacional na área de cosméticos, produtos de higiene e beleza, sou o que se costuma chamar por aí de um verdadeiro CONTROLADOR. Tenho sempre tudo planejado e não desisto do que me proponho a fazer.
Peguei uma empresa familiar chamada CORPÓREA, da minha família desde o início do século XX, uni a outra igualmente conhecida, a VENERE, da família da minha esposa Ludmila. E transformei tudo em um grupo internacional, sendo eu o Chefão, o HOMEM por trás de tudo. Tenho milhares de funcionários e nada me afasta do caminho que tracei e que estou cumprindo. Nem um grande amor. O único e inesquecível amor que tive aos vinte e seis anos de idade. Cecília Blanc.


Viu quanta história legal existe por aí só esperando pra ser lida? É difícil se decidir sobre qual livro ler primeiro, mas é um desafio muito bem-vindo. Gostou das indicações e quer ainda mais dicas? Então confere a última wishlist literária que postei aqui no blog e vem pegar mais ideias.


Você já leu algum desses livros ou ficou com vontade de ler? Gostou desse tipo de post? Me conta aqui nos comentários, vou adorar saber <3 As sinopses foram tiradas do Skoob. 

Resenha: Em algum lugar nas estrelas


Os livros da Darkside sempre se destacam nas prateleiras. Em algum lugar nas estrelas não foi nem um pouco diferente. Desde a primeira vez em que me apaixonei pela capa linda e misteriosa, quis saber se a história seria tão doce quanto parecia ser. A leitura se mostrou tocante e inocente, refletindo as personalidades de dois personagens jovens e deslocados numa realidade que parece não lhes pertencer.

“Em Algum Lugar nas Estrelas, da autora norte-americana Clare Vanderpool, é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor. Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.”


FICHA TÉCNICA

Título: Em algum lugar nas estrelas
Autora: Clare Vanderpool
Ano: 2016
Páginas: 288
Idioma: Português
Editora: Darkside Books
Nota: 4/5
Compre: Amazon / Saraiva

Em algum lugar nas estrelas é um livro sobre dois jovens que precisam lidar com perdas, dor e solidão desde cedo. É um livro maravilhoso para se ler debaixo das cobertas com uma xícara de bebida quentinha nas mãos. É uma história que te tira do seu mundo por alguns instantes e te apresenta uma realidade inocente e doce.

Jack é um garoto sensível e deslocado. Mesmo no Kansas não parecia sentir como se pertencesse de fato a algum lugar e a falta de sua mãe e a frieza inalcançável do pai são temas constantes em toda a narrativa. Principalmente no começo do livro, quando ele ainda não está rodeado pela presença de Early, suas impressões sobre a realidade são as de um garoto que tenta se encaixar sem sucesso em grupos de meninos da sua idade. No fundo Jackie (como sua mãe o chamava) é um garoto sensível que pensa a vida e tenta entendê-la apesar de tudo. Logo no começo da narrativa, ele se vê diante do mar e faz uma linda analogia com a areia da praia, comparando-a a sua mãe. É um momento simples, mas lindo.

Early é mais difícil de entender. Como o livro é narrado, em sua maioria, por Jack, o que temos de Early é o que vemos através do outro. Muito enigmático, Early parece viver em um mundo só seu. Inconformado com a morte de seu irmão durante a Segunda Guerra, ele vive recluso e solitário. Sua paixão por música é uma característica marcante que se mostra presente em toda a narrativa. Cada dia da semana Early determinou como o dia de escutar algum artista específico. Fascinado pelo número Pi, Early se mostra um garoto inteligentíssimo e bastante peculiar. Cada casa decimal do Pi representa uma parte de uma aventura vivida por um garoto tão perdido quando Early e Jack.

Tão diferentes e tão semelhantes, os garotos começam uma amizade que ocupa os dias em uma escola que parece não acolhê-los.

Dizer que sou um peixe fora d’água seria usar uma expressão boa, mas errada para a minha situação. Porque lá estava eu, um garoto do interior do Kansas, pisando a areia macia e na beira do mar. E tudo que eu conseguia fazer era enterrar meus pés bem fundo para não ser carregado.

Os capítulos do livro são intercalados entre a visão de Jack, narrada em primeira pessoa, e as narrativas da aventura vivida por Pi, contadas por Early. Gosto desse tipo de estratégia porque faz o leitor se envolver mais na leitura, mostra diferentes cenários que compõem uma mesma história, sem deixar a leitura maçante.

A escrita de Clare Vanderpool é outro ponto a ser elogiado. É apaixonante. Ela consegue fazer com que você entenda perfeitamente o que Jack está sentindo, você consegue ver o mundo do garoto através dos olhos dele. A forma com que a autora pensa o livro como um todo, como histórias que se conectam como constelações (presentes em todo o livro) é incrível também.

Sempre gosto de exaltar a diagramação dos livros da Darkside. Além da capa dura que a meu ver já é um bônus, a ilustração é tão original e delicada que te faz gostar do livro antes mesmo de ler a história. A edição também vem com um marcador em forma de bússola com desenhos mitológicos de um lado e ilustrações doa artistas que Early escuta de acordo com os dias da semana. Para mim, consumir livros não se resume apenas à história (apesar de ser, claro, a parte mais importante), gosto de ter toda uma experiência literária e a Darkside nunca decepciona nesse quesito.


Minha mãe era como areia. Do tipo que o esquenta na praia quando você sai da água tremendo de frio. Do tipo que gruda no corpo, deixando uma impressão na pele para fazer você se lembrar de onde esteve e de onde veio. Do tipo que você continua achando nos sapatos e nos bolsos muito tempo depois de ter ido embora da praia.

A narrativa é envolvente e tocante, minhas partes preferidas sempre envolviam pensamentos de Jack a respeito de sua mãe e do mundo como ele o via. Mas apesar de agradável o livro não me marcou como eu esperava. É uma história adorável, mas me deixou com a sensação de que estava faltando algo. Não sei ao certo dizer se o que faltava eram elementos mais concretos na narrativa (acredito que a intenção da autora tenha sido a de deixar a imaginação do leitor divagar) ou se faltou me envolver de verdade na aventura vivida pelos personagens.

Em algum lugar nas estrelas é uma história para todas as idades. As aventuras e obstáculos enfrentados por Early e Jack vão agradar crianças, os sentimentos de inconstância, solidão e amizade podem falar com muitos adolescentes e a sensibilidade das palavras de Clare com certeza irão encantar adultos. É um livro gostoso de ler e fácil de mergulhar na história. Para quem estiver procurando uma aventura inocente e bela, Em algum lugar nas estrelas é uma ótima pedida.

Se você gostou da resenha e quer saber mais sobre alguma história publicada pela Darkside, vem conferir a resenha de The Kiss of Deception.

 “Antes de as estrelas terem nomes, antes de os homens saberem como usá-las para traçar seus caminhos, antes de alguém se aventurar além do próprio horizonte, existia um menino que se perguntava o que havia além de tudo aquilo. Ele olhava para as estrelas com admiração e fascínio, mas o fascínio não era consequência só da veneração. Era fruto também de uma pergunta: por quê?"
Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)

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