Resenha: O beijo traiçoeiro

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Com tantos livros de época e narrativas medievais sendo lançados, O beijo traiçoeiro é uma história encantadora, divertida e estimulante. O primeiro livro de uma duologia, me conquistou pela protagonista apaixonante, pelo romance encantador e pela trama bem elaborada. Uma tacada certeira que tem tudo para conquistar o público jovem. 
Quer saber o que achei do livro? Então confira a resenha de O beijo traiçoeiro:

“Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego."







FICHA TÉCNICA 
Título: O beijo traiçoeiro
Autora: Erin Beaty
Ano: 2017
Páginas: 430
Idioma: Português
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Nota: 4/5
Compre: Amazon
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LIVRO CEDIDO PELA EDITORA



Parece que os novos livros de fantasia e romance estão dando cada vez mais destaque para protagonistas femininas fortes, independentes e decididas, mesmo em temáticas medievais ou de época. É um alívio para leitoras que sempre sentiram falta de uma heroína empoderada e para as jovens que se espelham nos livros que leem. Sage Fowler é uma protagonista extremamente apaixonante, tanto pela sua personalidade teimosa e ousada quanto pela sua inteligência e astúcia. Erin Beaty criou uma personagem que não precisa de uma coroa para ter nas mãos o poder de decidir os rumos de sua vida, Sage é uma plebeia que contraria as damas de seu tempo e decide tomar as rédeas de seu futuro, mesmo que isso signifique sacrificar algumas coisas no caminho. 
Depois do sucesso de The Kiss of Decrption, percebi muitas narrativas semelhantes e já estava esperando que O beijo traiçoeiro seguisse pelo mesmo caminho, mas não foi bem assim. A história criada por Erin Beaty abre mão da fantasia para criar uma narrativa que poderia muito bem ser um relato de tempos antigos. A autora consegue criar uma história interessante com elementos que tinham tudo para ser clichês: casamentos arranjados, oficiais do exército, disputas de reinos e poder e romance de época.


“Representamos vários papéis durante ao longo da vida… Isso não faz com que todos sejam mentira." 

Erin Beaty consegue desenvolver uma trama bem pensada com reviravoltas frequentes e muito bem elaboradas. Com romance, um certo mistério e conspirações a todo instante, O beijo traiçoeiro se torna uma leitura envolvente e interessante. Apesar de ser um livro razoavelmente grande, com 430 páginas, senti que a narrativa toda aconteceu de forma bem rápida e sem enrolações excessivas. Poderia ser um pouco menor e mais objetivo, mas acredito que o tamanho tenha contribuído para que a história fosse construída sem pontas soltas.
Mesmo sem se preocupar com descrições extensas e caracterizações detalhadas, Erin Beaty consegue criar personagens muito bem marcados e com personalidades bem distintas. Mesmo que o foco seja nos dois protagonistas do romance, a autora dá destaque na medida certa para os personagens secundários e consegue fazer o leitor se identificar e simpatizar com as histórias paralelas. Ela não restringe a narrativa apenas ao romance e esse é um ponto forte do livro, tornando a leitura mais divertida e prazerosa.


Como a louca das capas, gosto sempre de fazer comentários a respeito desse aspecto que considero tão importante para toda a experiência literária. O beijo traiçoeiro entra naquela lista de capas maravilhosas que não conseguimos parar de admirar enquanto estamos imersos na leitura. O acabamento em soft touch é apenas mais um detalhe que torna essa um precioso achado para a estante de qualquer leitor.
O tamanho do livro engana bastante por causa da diagramação. Apesar de ter 430 páginas, a fonte tem um tamanho um pouco maior do que o normal e margens razoáveis, o texto é bem centralizado, então acredito que o livro poderia ter sido mais comprimido caso houvesse necessidade. Mas é justamente essa escolha de disposição do texto que torna a leitura tão fluida e fica tão fácil passar as páginas. Juntando a narrativa envolvente e cheia de diálogos à diagramação generosa, é possível passar as páginas com tranquilidade e rapidez.





“Enquanto os ferreiros dobram o ferro à vontade deles, casamenteiras dobram as pessoas às vontades delas." 

O beijo traiçoeiro é um daqueles livros para ler em um final de semana debaixo das cobertas. Com uma personagem carismática e muito inteligente, romance na medida certa e uma trama bem desenvolvida, é um livro que agrada não apenas o público jovem, mas todos aqueles leitores que gostam de mergulhar em narrativas com tom medieval e histórias divertidas.
Se você gostou da resenha e quer conhecer mais um livro com essa temática, confira a resenha de A Rainha de Tearling!

“Quanto mais Sage aprendia sobre as casamenteiras e o poder que detinham, mais convencida ficava de que administravam o país por baixo dos panos."


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1 comentários

  1. EU PRECISO DESSE LIVRO ❤ não fazia ideia de que era uma história medieval, e agora eu quero com toda força. Tua resenha ta maravilhosa ♡ a cada frase fiquei com mais vontade de ler esse livro.

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